
Um relatório da Subcomissão Permanente dos Povos Indígenas Yanomami, da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, aponta que as comunidades em Roraima continuam enfrentando vulnerabilidades em saúde, segurança, educação e acesso a alimentos. O documento destaca que os problemas permanecem mesmo após a redução da atividade garimpeira na região.
A análise foi aprovada nesta quarta-feira (8) pela senadora Damares Alves (Republicanos) e teve como base uma diligência realizada em Boa Vista nos dias 28 e 29 de maio.
Representantes de instituições ligadas à saúde indígena e à segurança pública participaram das discussões. Os relatos reunidos indicaram que as operações de desintrusão diminuíram a presença do garimpo ilegal, mas ainda há desafios para garantir proteção e atendimento às comunidades.
O relatório recomenda que o governo federal apresente informações e adote melhorias nas políticas públicas destinadas aos Yanomami. O documento também afirma que a resposta precisa envolver questões sanitárias, ambientais e de combate ao crime organizado.
Segundo o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami e Ye’kuana, houve aumento de profissionais e avanços na vacinação infantil. Apesar disso, a dependência de transporte aéreo continua dificultando atendimentos em algumas regiões.
O garimpo ilegal é apontado como um dos principais problemas ainda existentes, com impactos sobre a saúde e a segurança alimentar. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) relataram avanços nas operações, mas destacaram dificuldades em áreas isoladas.
O relatório também cita interrupções nas aulas, impactos na proteção de crianças e adolescentes e desafios relacionados à mobilidade de indígenas da Venezuela para o Brasil.
As recomendações finais incluem ampliar a presença da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e melhorar a coordenação entre órgãos públicos para evitar retrocessos nas ações realizadas na região.
