Levantamento também aponta que garimpo continua entre principais problemas da região, com impactos na segurança alimentar e saúde das comunidades – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Um relatório da Subcomissão Permanente dos Povos Indígenas Yanomami, da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, aponta que as comunidades em Roraima continuam enfrentando vulnerabilidades em saúde, segurança, educação e acesso a alimentos. O documento destaca que os problemas permanecem mesmo após a redução da atividade garimpeira na região.

A análise foi aprovada nesta quarta-feira (8) pela senadora Damares Alves (Republicanos) e teve como base uma diligência realizada em Boa Vista nos dias 28 e 29 de maio.

Representantes de instituições ligadas à saúde indígena e à segurança pública participaram das discussões. Os relatos reunidos indicaram que as operações de desintrusão diminuíram a presença do garimpo ilegal, mas ainda há desafios para garantir proteção e atendimento às comunidades.

O relatório recomenda que o governo federal apresente informações e adote melhorias nas políticas públicas destinadas aos Yanomami. O documento também afirma que a resposta precisa envolver questões sanitárias, ambientais e de combate ao crime organizado.

Segundo o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami e Ye’kuana, houve aumento de profissionais e avanços na vacinação infantil. Apesar disso, a dependência de transporte aéreo continua dificultando atendimentos em algumas regiões.

O garimpo ilegal é apontado como um dos principais problemas ainda existentes, com impactos sobre a saúde e a segurança alimentar. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) relataram avanços nas operações, mas destacaram dificuldades em áreas isoladas.

O relatório também cita interrupções nas aulas, impactos na proteção de crianças e adolescentes e desafios relacionados à mobilidade de indígenas da Venezuela para o Brasil.

As recomendações finais incluem ampliar a presença da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e melhorar a coordenação entre órgãos públicos para evitar retrocessos nas ações realizadas na região.