Edilson Damião foi empossado governador na noite desta sexta-feira (27) – Foto: SupCom/ALERR

A renúncia de Antonio Denarium (PP) levou à posse de Edilson Damião (Republicanos) no comando do Executivo, em cerimônia realizada na Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) na noite desta sexta-feira (27).

Denarium deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano. Com isso, o vice-governador eleito em 2022 assume o mandato até 31 de dezembro.

Damião, engenheiro civil e ex-secretário de Infraestrutura, afirmou que dará continuidade às políticas públicas.

“Toda transição exige responsabilidade. Nesses últimos sete anos, vimos o desenvolvimento do estado nas áreas social e de infraestrutura. Agora, tenho a missão de dar continuidade e aprimorar tudo o que foi construído em Roraima”, afirmou.

Ele também destacou o equilíbrio fiscal, a manutenção dos serviços essenciais e o diálogo entre os Poderes.

Durante a solenidade, o presidente da ALERR, Soldado Sampaio (Republicanos), ressaltou a relação institucional. Segundo ele, a cooperação entre os Poderes permitiu a aprovação do maior orçamento da história do estado.

“O que esta Casa defende é a continuidade do funcionamento dos serviços públicos, com aprimoramento e melhorias para a nossa população. Nos orgulhamos, nesta legislatura, da harmonia histórica e da parceria institucional entre Assembleia, governo do estado e os demais Poderes, sempre priorizando o povo de Roraima”, disse.

Ao deixar o cargo, Denarium relembrou o cenário de 2018.

“Em dezembro de 2018, quando assumimos o governo, havia bilhões em dívidas e salários atrasados. Hoje, Roraima é um dos estados que mais cresceram no país, tanto no setor produtivo quanto na economia. O cenário é diferente na saúde, na segurança e na educação”, declarou.

Ele também citou investimentos em recuperação fiscal, concursos públicos e segurança.

Processos

Denarium foi cassado quatro vezes pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), mas permaneceu no cargo por meio de recursos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Um dos processos teve início em agosto de 2024 e foi retomado posteriormente, com voto da ministra Isabel Gallotti pela cassação. O ministro André Mendonça pediu vista.

Em novembro, Mendonça acompanhou a relatora, e o ministro Kassio Nunes Marques também pediu vista. O julgamento segue sem conclusão.

A defesa afirma que não houve ilegalidade. A ação aponta distribuição de bens e serviços, repasses de quase R$ 70 milhões e gastos com publicidade.

A renúncia não encerra o processo no TSE, que pode atingir Damião. Caso a cassação seja confirmada, ele perde o mandato. Damião pretende concorrer ao governo do estado em outubro. Denarium pode ficar inelegível por oito anos.