Contrabando de migrantes ocorre pela fronteira entre Venezuela e Brasil, no município de Pacaraima – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Dez pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) por participação em uma organização criminosa que atuava em Pacaraima, Roraima, facilitando o contrabando de migrantes pela fronteira com a Venezuela. A rede operava desde 2021 e usava meios ilegais para garantir a entrada de estrangeiros no Brasil.

Os migrantes pagavam cerca de mil dólares pelo serviço, que incluía desde hospedagem até documentação fraudada. A logística envolvia o uso de “trochas” — trilhas clandestinas —, falsificação de documentos sanitários e corrupção de servidores terceirizados que manipulavam o sistema da Polícia Federal.

A denúncia foi elaborada pela Unidade Nacional de Enfrentamento do Tráfico Internacional de Pessoas e do Contrabando de Migrantes. O líder da organização, um cidadão sírio, foi preso na França e aguarda extradição.

O MPF pede que todos os envolvidos sejam responsabilizados pelos crimes de organização criminosa, migração ilegal, corrupção ativa e passiva, peculato e inserção de dados falsos.