Denarium governou Roraima até março deste ano, quando renunciou para disputar vaga no Senado; decisão do TSE o tornou inelegível por oito anos – Foto: Agência Brasil

O Ministério Público de Contas de Roraima (MPC/RR) recomendou a suspensão de consignados e apontou indícios de “agiotagem institucionalizada” em operações financeiras realizadas na gestão de Antonio Denarium.

A investigação consta na Notificação nº 4/2025 e no Procedimento nº 04/2026, envolvendo normas da Segad do governo Denarium.

A auditoria identificou 4.120 servidores afetados, 14.513 contratos ativos e R$ 3.950.499,38 em descontos mensais, com passivo superior a R$ 320 milhões.

Os cartões consignados chegam a 5,5% ao mês, enquanto o consignado tradicional varia entre 1,70% e 2%.

O Decreto nº 37.247-E/2025, editado na gestão Denarium, ampliou a margem para 55%.

Foram encontrados 8.506 contratos com rubrica “01/01”, com prazos de até 120 meses.

Também há 1.677 servidores com múltiplas instituições financeiras.

A Grid Software Ltda., contratada na gestão Denarium, teve falhas apontadas no sistema.

Há suspeita de venda casada de seguro prestamista de 15,8% em operação da Eagle SCD.

Bancos como Daycoval, Eagle/Futuro SCD, Monbank/Monetarie SCD e Pine S.A. não esclareceram adequadamente as inconsistências.

O MPC recomenda suspensão de novas averbações, revogação de decretos, programa de repactuação de dívidas e envio do caso à Polícia Civil.