Cármen Lúcia, Moraes, Zanin e Dino votaram pela manutenção da prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro – Foto: Reprodução

Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu manter a prisão preventiva de Jair Bolsonaro (PL). O relator, Alexandre de Moraes, apontou que o ex-presidente tentou violar a tornozeleira eletrônica e apresentou risco de fuga, justificando a medida. A sessão do plenário virtual foi aberta às 8h desta segunda (24) e, formalmente, se encerra às 20h.

Na audiência de custódia realizada neste domingo (23), Bolsonaro admitiu ter danificado o equipamento ao tentar soldar sua estrutura. Ele disse ter tido um “surto” causado pelo uso de Pregabalina, medicamento que, segundo seus médicos, pode provocar confusão mental, alucinações e desorientação.

O ministro Flávio Dino afirmou que o vídeo que mostra o equipamento danificado comprova a tentativa de violação da medida cautelar. Para ele, o episódio se soma a outras práticas reprovadas pelo Judiciário e a recentes fugas de aliados de Bolsonaro, formando um “deplorável ecossistema criminoso”.

A decisão de Moraes também levou em conta a convocação de apoiadores para uma vigília na noite de sábado, feita pelo senador Flávio Bolsonaro, que poderia facilitar a fuga do ex-presidente durante o tumulto.

Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto por descumprir determinações do STF. Após o episódio com a tornozeleira, a preventiva foi mantida e o ex-presidente permanece detido.

Com informações de InfoMoney