Um dos núcleos do esquema, liderado por Dilma Lindalva e ex-servidores do Iteraima, foi classificado pelo MPC como ‘institucional’ – Foto: Reprodução

O Ministério Público de Contas de Roraima (MPC-RR) denunciou nesta terça-feira (16) seis pessoas por envolvimento em um esquema de grilagem de terras que teria sido viabilizado com apoio de servidores públicos. A ex-presidente do Iteraima Dilma Costa e o fazendeiro Ermilo Paludo estão entre os principais alvos da denúncia, que estima prejuízo de R$ 25,5 milhões em terras públicas na Gleba Ereu, em Amajari.

Segundo o MPC, o esquema utilizava a divisão irregular de grandes áreas, registradas em nomes de familiares e associados de Paludo, para burlar o limite legal de 2.500 hectares por beneficiário. A estrutura do Iteraima teria sido usada para validar documentos falsos, acelerar trâmites e garantir a emissão dos títulos.

A denúncia foi apresentada um dia após a CPI das Terras da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) divulgar seu relatório preliminar. O documento solicita o indiciamento de 16 pessoas, incluindo Dilma Lindalva Pereira da Costa, e detalha fraudes em áreas como as glebas Ereu e Cauamé.

A CPI recomenda o envio do material a órgãos de controle como Polícia Federal, Ministério Público Federal (MPF), Tribunal de Contas do Estado (TCE-RR), Controladoria-Geral do Estado (CGE) e instituições financeiras.

O MP de Contas pediu ao TCE medidas cautelares, incluindo o bloqueio de bens, afastamento de servidores, anulação dos títulos e instauração de tomada de contas especial.