{"id":3085,"date":"2024-09-06T09:36:46","date_gmt":"2024-09-06T13:36:46","guid":{"rendered":"https:\/\/partiuroraima.com.br\/?p=3085"},"modified":"2024-09-06T09:36:47","modified_gmt":"2024-09-06T13:36:47","slug":"quase-um-terco-dos-moradores-de-abrigos-para-grupos-vulneraveis-fica-em-roraima-rota-de-imigrantes-venezuelanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/partiuroraima.com.br\/quase-um-terco-dos-moradores-de-abrigos-para-grupos-vulneraveis-fica-em-roraima-rota-de-imigrantes-venezuelanos\/","title":{"rendered":"Quase um ter\u00e7o dos moradores de abrigos para grupos vulner\u00e1veis fica em Roraima, rota de imigrantes venezuelanos"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"512\" src=\"https:\/\/partiuroraima.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Indigenas-warao-refugiados-Roraima-Foto-Guito-Moreto-Agenca-O-Globo.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3087\" srcset=\"https:\/\/partiuroraima.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Indigenas-warao-refugiados-Roraima-Foto-Guito-Moreto-Agenca-O-Globo.png 768w, https:\/\/partiuroraima.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Indigenas-warao-refugiados-Roraima-Foto-Guito-Moreto-Agenca-O-Globo-300x200.png 300w, https:\/\/partiuroraima.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Indigenas-warao-refugiados-Roraima-Foto-Guito-Moreto-Agenca-O-Globo-18x12.png 18w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Grupos ind\u00edgenas venezuelanos da etnia Warao no abrigo Pintol\u00e2ndia, o mais antigo de Boa Vista, Roraima. Na foto, Crucita Zapata com sua fam\u00ed\u00adlia \u2013 Foto: Guito Moreto\/ Ag\u00eancia O Globo<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais de 800 mil pessoas no Brasil moram em domic\u00edlios coletivos, que s\u00e3o resid\u00eancias em institui\u00e7\u00f5es regidas por normas administrativas, como pres\u00eddios, orfanatos, asilos, alojamentos e cl\u00ednicas. De acordo com o Censo 2022, dentro dessa categoria, h\u00e1 24.110 pessoas em abrigos ou rep\u00fablicas assistenciais destinadas a grupos vulner\u00e1veis. Quase um ter\u00e7o (30%) dessa popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 Roraima, destino de muitos venezuelanos refugiados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos \u00faltimos anos, a rota de migra\u00e7\u00e3o de venezuelanos para o Estado tem crescido diante da crise econ\u00f4mica e pol\u00edtica na Venezuela. A maioria dos imigrantes entra pela fronteira em Paracaima, munic\u00edpio ao Norte do Estado, que recebe um fluxo de cerca de 400 venezuelanos por dia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a Casa Civil, 192 mil venezuelanos entraram no Brasil em 2023, aumento de 18% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Em Roraima, h\u00e1 oito abrigos e tr\u00eas alojamentos que atendem essa popula\u00e7\u00e3o de refugiados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o Censo 2022, 7.331 pessoas moram em abrigos para grupos vulner\u00e1veis no Estado, valor que representa 30% das 24.110 pessoas que vivem nessa condi\u00e7\u00e3o em todo o Brasil. Depois de Roraima, S\u00e3o Paulo, Minas, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro s\u00e3o os que t\u00eam mais popula\u00e7\u00e3o nesses abrigos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Novos resultados do Censo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Censo identificou que 837 mil pessoas, ou 0,4% da popula\u00e7\u00e3o, t\u00eam como resid\u00eancia principal esses domic\u00edlios coletivos. Em 2010, eram 682 mil brasileiros nessa situa\u00e7\u00e3o, o que representa que houve um aumento de 22%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os moradores de penitenci\u00e1rias s\u00e3o a grande maioria: 479 mil, mais da metade do total. Para ter sido considerado um residente nesses casos, o Censo contabilizou pessoas que j\u00e1 t\u00eam condena\u00e7\u00e3o ou que estavam h\u00e1 pelo menos 12 meses preso. Assim, adotou-se um padr\u00e3o, j\u00e1 que a popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria \u00e9 bastante din\u00e2mica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em seguida, o tipo com mais moradores foi \u201casilo ou outra institui\u00e7\u00e3o de longa perman\u00eancia para idosos\u201d, com 161 mil pessoas, ou 0,1% da popula\u00e7\u00e3o brasileira. Mais de 80% dessas pessoas est\u00e3o no Sul e no Sudeste do pa\u00eds, regi\u00f5es mais envelhecidas e com maior oferta dessas institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa \u00e9 a primeira vez que o IBGE divulga dados de idade, sexo e alfabetiza\u00e7\u00e3o dos moradores destes tipos de domic\u00edlios. Assim, observou-se que 96% dos moradores de penitenci\u00e1rias s\u00e3o homens. Os asilos s\u00e3o os \u00fanicos domic\u00edlios coletivos onde as mulheres s\u00e3o maioria: 59.8%<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre a distribui\u00e7\u00e3o regional, algumas concentra\u00e7\u00f5es se destacam. Como o caso de S\u00e3o Paulo, que tem a metade de todos os moradores de abrigos destinados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de rua. A estat\u00edstica reflete a posi\u00e7\u00e3o do estado no ranking do Observat\u00f3rio Brasileiro de Pol\u00edticas P\u00fablicas com a Popula\u00e7\u00e3o em Situa\u00e7\u00e3o de Rua da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Segundo esse levantamento, das 300 mil pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua no pa\u00eds, 80 mil estariam no estado paulista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estat\u00edstica divulgada nesta sexta (6) com a de domic\u00edlios improvisados n\u00e3o consegue mensurar a popula\u00e7\u00e3o de rua, pois n\u00e3o \u00e9 o objeto do Censo. Mas os n\u00fameros revelam tra\u00e7os da realidade de popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Com informa\u00e7\u00f5es de O Globo<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de 800 mil pessoas no Brasil moram em domic\u00edlios coletivos, que s\u00e3o resid\u00eancias em institui\u00e7\u00f5es regidas por normas administrativas, como pres\u00eddios, orfanatos, asilos, alojamentos e cl\u00ednicas. De acordo com o Censo 2022, dentro dessa categoria, h\u00e1 24.110 pessoas em abrigos ou rep\u00fablicas assistenciais destinadas a grupos vulner\u00e1veis. 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