
O Ministério Público de Roraima (MPRR) denunciou 17 integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) por comandarem uma rede de “lojinhas” de drogas que movimentou R$ 414 mil em quatro meses. A denúncia descreve divisão de tarefas, códigos usados para cada droga e gravações de auditorias financeiras feitas pelos próprios gerentes.
Rodrigo Alberto Xavier, o “Sorriso Maroto”, é apontado como enviado de São Paulo para reorganizar a facção em Roraima. A namorada dele, identificada como “Kauany”, liderava o setor feminino da facção e administrava a loja “Rosinha”, que faturou R$ 36 mil.
Outras lojas citadas incluem “Hello Kit”, “Esperança”, “Las Vegas”, “Ponta do Verde” e “Vera Cruz”. As drogas eram chamadas de “Claro”, “Peixe”, “Vivo” e “Oi”, conforme o tipo. O Ministério Público afirma que 25% a 30% dos lucros ficavam com os gerentes.
Presos em outubro
Os acusados foram presos na Operação Sucursal, realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Roraima (FICCO/RR) em 2 de outubro. Mesmo após prisões, a facção substituía rapidamente seus gerentes. Em novembro de 2024, um suspeito foi flagrado com 14 celulares destinados a novos operadores.
A Operação Sucursal foi desdobramento da Operação Franchising, que identificou que o PCC replicava em Roraima o modelo paulista de franquias do tráfico.
