Imunização é obrigatória e deve ser feita por médicos veterinários ou técnicos devidamente capacitados – Foto: Fernando Teixeira/PMBV

A Prefeitura de Boa Vista segue com a campanha de vacinação contra a brucelose bovina nas 17 comunidades indígenas do município. A ação visa prevenir a doença, que pode afetar os rebanhos e representar risco à saúde humana.

A vacinação, obrigatória por lei, é feita apenas por profissionais habilitados. A prefeitura fornece apoio técnico e logístico para facilitar o processo, garantindo que produtores de regiões mais distantes também recebam a imunização.

“Nosso compromisso é com a saúde dos rebanhos e com a segurança alimentar das famílias que vivem nas comunidades indígenas”, afirmou o secretário Cezar Riva, da Agricultura e Assuntos Indígenas.

A brucelose atinge os órgãos reprodutivos dos animais e pode causar abortos. O controle é feito com a vacinação de bezerras de 3 a 8 meses de idade, considerada a principal forma de prevenção.

O tuxaua Marister da Silva, da Comunidade Campo Alegre, elogiou o suporte técnico.

“A presença dos profissionais aqui é fundamental. Sem esse apoio, o custo seria alto para os produtores”, destacou.

Para o vaqueiro Gleisson do Vale, da Comunidade Ilha, o trabalho garante o cumprimento das exigências sanitárias.

“A prefeitura acompanha desde a campanha da aftosa e agora com a brucelose. Isso garante mais segurança para todos”, disse.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reconheceu Roraima como área livre de febre aftosa sem vacinação em 2024. A meta agora é manter o controle da brucelose e reforçar a saúde animal em todo o Estado.