Principais causas das mortes foram pneumonia não especificada, desnutrição grave e infecções comuns – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Brasil registrou 2.918 mortes de indígenas Yanomami entre 2015 e 2024, segundo dados do Ministério da Saúde. Após o pico em 2023, quando foram registrados 428 óbitos, o número caiu 21% em 2024 e voltou a cair 33% no primeiro semestre de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

A maior parte das vítimas era composta por crianças pequenas: 1.071 bebês com menos de um ano e 420 crianças entre 1 e 4 anos. Pneumonia não especificada foi a principal causa de morte, com 372 registros. Em seguida aparece a desnutrição grave, com 251 óbitos. Há ainda ocorrências de mortes por agressões e disparos de arma de fogo.

Em resposta à crise, o governo decretou emergência de saúde pública em 2023 e iniciou ações emergenciais no território. O Ministério da Saúde afirma ter investido R$ 596 milhões e ampliado o número de profissionais na região, que passou de 690 em 2023 para 1.855 em 2025. Também foram reabertos sete polos-base, e atualmente 40 unidades básicas de saúde indígena (UBSIs) estão em funcionamento.

A pasta informou ainda que o volume de vacinas aplicadas aumentou 65%, com 53 mil doses. As mortes por desnutrição caíram 74%; por malária, 65%; e por doenças respiratórias, 45%.

Com informações do Metrópoles