Fux alegou que Corte não tem competência para julgar caso, por entender que réus não possuem foro privilegiado – Foto: Agência Brasil

A absolvição de Jair Bolsonaro no julgamento da trama golpista, votada pelo ministro Luiz Fux nesta quarta-feira (10), reacendeu debates antigos sobre a postura do magistrado em casos politicamente sensíveis. Durante quase 13 horas de leitura, Fux afastou a acusação de organização criminosa, rejeitou a competência do Supremo Tribunal Federal (STF) e votou pela absolvição de seis dos oito réus.

A decisão provocou críticas por sua incoerência com declarações anteriores. Em 2023, Fux chamou os ataques de 8 de janeiro de “atos criminosos inimagináveis” e defendeu repúdio constante aos autores. Agora, desconsiderou elementos como planos de explosão e conspirações golpistas já documentadas.

A repercussão política foi imediata. Nas redes sociais, usuários resgataram a expressão “In Fux We Trust”, usada em 2016 por Deltan Dallagnol e Sérgio Moro para demonstrar confiança no ministro durante a Lava Jato. Para críticos, a atual decisão reafirma a proximidade simbólica de Fux com setores da direita.

A votação será retomada nesta quinta-feira (11), com expectativa de maioria pela condenação e manutenção da competência do STF no caso.