Polícia localizou sítio no Distrito Industrial onde vítima poderia estar sendo mantida; – Foto: Divulgação/PCRR

A Polícia Civil de Roraima prendeu nesta quinta-feira (14) um policial militar acusado de manter sua ex-companheira, uma advogada de 55 anos com Alzheimer, em cárcere privado, em um sítio onde também estavam 60 animais em situação de maus-tratos.

A ação foi coordenada pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) e pelo Núcleo de Inteligência da Polícia Civil. A investigação começou após denúncias de familiares sobre o desaparecimento da vítima, há cerca de quatro meses. Apesar de mensagens de socorro, ela não foi localizada à época.

A delegada Kamilla Basto assumiu o caso e, após novas informações — incluindo o depoimento de um familiar e de uma amiga da vítima — representou pela prisão preventiva do militar, que foi deferida. A polícia então chegou ao sítio no Distrito Industrial.

No local, a advogada foi encontrada em estado de debilidade, com hematomas e sinais de negligência. Cães e gatos também foram localizados em péssimas condições. O Instituto de Criminalística e a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) constataram os maus-tratos.

O suspeito se entregou no escritório de seu advogado. Alegou que a ex-esposa o acompanhava havia apenas 15 dias e que os ferimentos eram de quedas. Disse ainda que ela contribuía financeiramente com ele.

Após o resgate, a advogada foi acolhida na Casa da Mulher Brasileira e depois entregue a amigas próximas. A vítima é ex-integrante do Chame, onde trabalhou oferecendo apoio a mulheres em situação de violência.

Além da prisão preventiva, o militar foi autuado em flagrante por maus-tratos a animais. Como não há abrigo disponível, os animais permanecerão no sítio sob os cuidados de voluntários.