Com cerca de 12,5 mil quilômetros quadrados, a Bacia do Tacutu é dividida entre Brasil e Guiana, onde recebe o nome de North Savannas – Imagem: Reprodução/ANP

A Bacia do Tacutu poderá integrar um dos leilões de exploração e produção de petróleo marcados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) para 7 de outubro. A oferta dos blocos, no entanto, ocorrerá apenas se empresas petrolíferas demonstrarem interesse até 31 de agosto.

Ao anunciar os leilões, a ANP informou que serão disponibilizadas 13 áreas no pré-sal e outras 275 fora desse regime, conforme regras distintas para cada modalidade.

Localizada entre Roraima e a Guiana, a Bacia do Tacutu ocupa cerca de 12,5 mil quilômetros quadrados. A Petrobras chegou a avaliar o potencial da região no início da década de 1980, mas encerrou as pesquisas após quatro poços sem descoberta de petróleo.

A possibilidade de incluir a área nas ofertas foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) no fim de 2024.

A decisão provocou questionamentos de entidades ambientalistas. O Instituto Arayara afirmou que os blocos atingem áreas de influência de cinco terras indígenas. Em resposta, a ANP declarou que o desenho das áreas foi elaborado para evitar sobreposições e que a oferta recebeu manifestações favoráveis dos ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente.

Com informações da Folha de S. Paulo

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