
A Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) recebeu nesta terça-feira (31) representantes de 17 sindicatos durante a paralisação geral dos servidores públicos estaduais. O presidente da Casa, deputado Soldado Sampaio (Republicanos), promoveu a reunião para articular alternativas que contemplem as demandas salariais da categoria sem comprometer a situação fiscal do estado.
Durante o encontro, foi definida a criação de uma comissão especial para acompanhar as negociações. O projeto de lei enviado pelo Executivo, que previa aumento de 5,04%, não foi votado devido à insatisfação das categorias.
“Com a ascensão do novo governador Edilson Damião [União], os sindicatos pediram a esta Casa que houvesse um diálogo de forma urgente, para articularmos um novo valor desse percentual, tendo em vista que os servidores do Executivo acumulam perdas salariais em torno de 16%”, afirmou Soldado Sampaio.
O deputado Rarisson Barbosa (PL), relator do projeto e integrante da comissão, destacou que é preciso que o governo apresente uma proposta justa aos servidores.
“Nós queremos chegar a uma concessão e trazer aqui para o plenário um projeto que vá atender aos anseios dos nossos servidores. Nós precisamos que o governo do estado se manifeste e mande um número digno daquilo que os servidores estão solicitando”, disse Barbosa.
A paralisação envolveu categorias da educação, saúde e segurança pública. Os sindicatos consideram o índice de 5,04% insuficiente, lembrando que a revisão geral anual acumula defasagem de 39,22%. A contraproposta apresentada pelos sindicatos, de 11%, não foi acatada.
Márcio de Jesus, diretor-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Roraima (Sinter), afirmou que a mobilização teve início no final de fevereiro e reforçou que os servidores acumulam perdas desde 2019.
Uma nova reunião com governo e sindicatos estava prevista para ainda esta terça-feira no Palácio Senador Hélio Campos, articulada pela ALERR, mas até a publicação da matéria não havia informações sobre os desdobramentos.
