
A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) investiga o envio de uma “figurinha” com imagem de exploração sexual infantil em um grupo de WhatsApp, em Boa Vista. Um homem de 44 anos foi identificado como suspeito durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão nesta sexta-feira (20), na zona oeste da capital, quando o celular dele foi apreendido.
O caso teve início com uma denúncia anônima registrada no dia 8 de dezembro de 2025, por meio do Disque 100 (Disque Direitos Humanos). Um dos participantes do grupo registrou a tela com o conteúdo e formalizou a denúncia junto às autoridades.
A partir disso, a DPCA abriu investigação e passou a reunir elementos de prova para embasar o pedido de medidas judiciais.
Segundo o delegado Matheus Rezende, o uso do canal oficial foi determinante para a apuração dos fatos e para o avanço do procedimento investigativo.
Durante a ação policial, um perito criminal acompanhou a equipe e recolheu o celular do investigado, que foi encaminhado ao instituto para análise técnica.
A perícia deverá extrair os dados armazenados no aparelho para identificar a quantidade e a natureza dos arquivos, além de possíveis conexões com outras pessoas ou redes de compartilhamento de conteúdo ilícito.
“Não descartamos a possibilidade de novos desdobramentos a partir do resultado pericial, que poderá ampliar o alcance da investigação e contribuir para a responsabilização de outros envolvidos”, afirmou o delegado.
O inquérito apura crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com destaque para os artigos 241-A e 241-B, que tratam do compartilhamento e da posse de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.
O delegado ressaltou que a colaboração da população é essencial no enfrentamento desses crimes, especialmente em ambientes digitais.
“É importante reforçar que denúncias anônimas são fundamentais para o enfrentamento de crimes dessa natureza, sobretudo aqueles praticados no ambiente digital. Todas as informações recebidas são devidamente analisadas. É importante orientar a população a continuar utilizando os canais oficiais de denúncia, pois a colaboração da sociedade é decisiva para interromper ciclos de violência e proteger vítimas”, disse.
O caso segue sob sigilo para preservar as investigações e garantir a integridade das vítimas.
