
O governo federal assumiu a prestação de serviços de alimentação, água e higiene a migrantes e refugiados que chegam a Roraima, na fronteira com a Venezuela. Antes, essas ações eram coordenadas pela organização filantrópica Cáritas, que suspendeu temporariamente suas atividades devido ao encerramento de contratos com financiadores internacionais.
A organização não governamental (ONG) operava três pontos de atendimento — dois em Boa Vista e um em Pacaraima — que agora estão fechados. Durante visita ao Posto de Triagem da Operação Acolhida, nesta quarta-feira (14), o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, afirmou que o governo já começou a fornecer os serviços essenciais e que avalia proposta de parceria da Cáritas.
“Aquilo que antes era financiado pela Organização das Nações Unidas [ONU] agora será custeado pelo governo federal. A Cáritas apresentou uma proposta de trabalho conjunto, que está sob análise”, declarou o ministro.
A interrupção da ONG ocorre em um contexto de intensificação da crise venezuelana, o que aumenta a necessidade de assistência humanitária. O fornecimento de água, saneamento e higiene é considerado essencial para prevenir doenças e garantir dignidade aos migrantes.
A Operação Acolhida, coordenada pelo governo federal, atua de forma integrada em triagem, abrigamento e interiorização de migrantes, com apoio de órgãos federais, estaduais, municipais, agências internacionais e entidades da sociedade civil, garantindo atendimento contínuo e seguro.
