Aves foram apreendidas pela Polícia Federal em 14 e 23 fevereiro deste ano – Foto: Divulgação/Ibama/RR

A devolução de 440 canários-da-terra à Venezuela foi realizada após apreensão dos animais em Boa Vista, durante investigação sobre tráfico de fauna. A repatriação ocorreu na quarta-feira (15), e as informações foram divulgadas nesta sexta-feira (17).

As aves foram apreendidas pela Polícia Federal nos dias 14 e 23 de fevereiro deste ano. A operação ocorreu na capital roraimense e integrou ações de combate ao comércio ilegal de animais silvestres.

Após o resgate, os animais foram levados ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetas) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Boa Vista. No local, passaram por cuidados técnicos e avaliação especializada.

As análises indicaram que os exemplares pertencem a uma subespécie de canário-da-terra com ocorrência natural ao norte do rio Orinoco, na Venezuela. A área é caracterizada por extensas savanas nativas.

A identificação da origem foi confirmada por estudos técnicos e pela experiência do instituto em situações semelhantes. O procedimento evita riscos ambientais associados à soltura em território inadequado.

Em 2024, um caso semelhante registrado em Manaus já havia demonstrado que essa subespécie não é nativa do Brasil. Assim como na situação atual, a solução envolveu cooperação internacional.

Com a confirmação da procedência estrangeira, o Ibama iniciou contato com autoridades ambientais da Venezuela para organizar a devolução das aves ao país de origem.

Após manifestação de interesse, os animais foram transportados por via terrestre até Pacaraima, município no norte de Roraima e localizado na fronteira com a Venezuela, onde foram entregues oficialmente.

A operação exigiu planejamento logístico para garantir a integridade dos animais durante o deslocamento. O processo seguiu normas ambientais e sanitárias.

Segundo o Ibama, a repatriação é considerada a medida mais adequada nesses casos, contribuindo para a preservação das espécies e para o equilíbrio dos ecossistemas.