
A instalação da primeira placa de identificação da Terra Indígena da Cabeceira, no dia 9 de março, marcou a execução do acordo de cooperação entre a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Conselho Indígena de Roraima (CIR). A ação foi divulgada pela Funai nesta terça-feira (24).
A iniciativa ocorreu na Comunidade Indígena Truaru da Cabeceira e dá início à etapa de implantação das placas previstas no acordo firmado entre as instituições.
Segundo a Funai, a sinalização contribui para tornar visíveis os limites das terras indígenas e fortalecer a proteção territorial, além de orientar as comunidades e prevenir acessos indevidos.
Participaram da atividade a presidente da Funai, Joenia Wapichana, a diretora Mislene Metchacuna, a coordenadora regional Marizete de Souza e o coordenador do CIR, Amarildo Macuxi.
Durante a agenda, Joenia Wapichana destacou a importância do território para as comunidades indígenas.
“Essa terra aqui é importante para a cultura, sobrevivência física, econômica e meio ambiente. Cabe a cada um cuidar. A placa pode ser simbólica, mas vai trazer a identificação para todos verem que aqui é uma terra indígena demarcada e o Estado brasileiro tem o dever de proteger. Não é favor, é obrigação”, afirmou.
O coordenador do CIR ressaltou o impacto da iniciativa.
“Essas placas de identificação nos garantem a segurança jurídica das comunidades, porque na placa diz que é terra protegida e proíbe também o acesso de pessoas estranhas sem o consentimento da comunidade”, disse.
A coordenadora regional da Funai destacou o fortalecimento da parceria.
“É um momento importante, em que temos uma organização que teve o papel fundamental de olhar para a nossa instituição e dar apoio no atendimento das demandas das nossas comunidades. Espero que possamos fortalecer cada vez mais a parceria”, afirmou.
A ação foi acompanhada por equipes das Unidades Técnicas Locais (UTLs) de Amajari, Pacaraima, Normandia e Boa Vista.
O acordo de cooperação foi firmado em abril de 2025, durante o Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília, e prevê a entrega de 230 placas de sinalização e ferramentas, contemplando 29 terras indígenas em Roraima.
