Em Roraima, rede pública conta atualmente com cerca de 200 leitos cirúrgicos – Foto: Francisco Sena/PMBV

O Sistema Único de Saúde (SUS) voltou a registrar crescimento na oferta de leitos hospitalares no país, ultrapassando 360,4 mil unidades em funcionamento. Os dados foram divulgados esta semana pelo governo federal. Desde 2023, foram criados mais de 10 mil novos leitos em todo o país. Em Roraima, a rede pública ganhou 111 no período e passou a contar com 1.481 ativos.

O aumento da capacidade hospitalar ocorre após mais de uma década sem expansão sustentada na quantidade de leitos disponíveis.

“Depois de mais de uma década, o SUS voltou a crescer de forma sustentável. A ampliação de leitos mostra que estamos reconstruindo e fortalecendo a capacidade da rede pública de atender a população em todas as regiões do país. Nosso compromisso é garantir uma expansão permanente, com planejamento e investimento contínuo, sem retrocessos”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Recorde de cirurgias eletivas

Dos 10.057 leitos abertos desde 2023, cerca de 74,9% foram destinados à área cirúrgica.

Em Roraima, o sistema público de saúde conta atualmente com cerca de 200 leitos cirúrgicos.

Com a ampliação da capacidade instalada, o SUS alcançou recorde histórico na realização de cirurgias eletivas.

Em 2025, foram realizados 14,7 milhões de procedimentos no país.

O volume representa aumento de 42% em comparação com o total registrado em 2022.

De acordo com o Ministério da Saúde, os resultados fazem parte das ações do programa Agora Tem Especialistas.

O programa tem como objetivo ampliar a oferta de consultas, exames e cirurgias no SUS, reduzindo o tempo de espera por esses procedimentos.

Ampliação da estrutura de saúde

Além dos leitos cirúrgicos, também houve expansão de leitos clínicos, hospital-dia e serviços complementares.

Esses serviços são voltados ao atendimento de pacientes que necessitam de monitoramento mais intenso e à realização de procedimentos de maior complexidade.

Segundo o Ministério da Saúde, a ampliação da capacidade instalada considera fatores estruturais do sistema de saúde.

Entre eles estão avanços tecnológicos que reduzem o tempo médio de internação com técnicas menos invasivas.

Também são citadas a implementação da reforma psiquiátrica, com fechamento progressivo de leitos hospitalares e expansão da rede substitutiva, além da redução da taxa de natalidade.

Pelo Novo PAC Saúde, estão previstas 36 novas maternidades e 31 Centros de Parto Normal.

O investimento total é de R$ 4,8 bilhões.

O orçamento destinado à saúde mental aumentou 70%, alcançando R$ 2,9 bilhões.

No período foram habilitados 653 novos serviços.

Na assistência obstétrica, o custeio de leitos neonatais aumentou 230% por meio da Rede Alyne, lançada em 2024 com foco na assistência a gestantes e bebês.