
Roraima vai receber 18 frascos do medicamento trastuzumabe entansina, que passou a integrar o Sistema Único de Saúde (SUS) para tratar câncer de mama HER2-positivo, forma agressiva da doença. O primeiro lote nacional chegou a Guarulhos (SP) em 13 de outubro e será entregue ao Estado nesta sexta-feira (24).
Indicado para mulheres que ainda apresentam sinais da doença após a quimioterapia inicial, principalmente em estágio III, o medicamento representa um avanço para o SUS, ampliando as opções de tratamento e melhorando as perspectivas de controle e qualidade de vida.
Além do trastuzumabe entansina, o Ministério da Saúde está ampliando o acesso a inibidores de ciclinas — abemaciclibe, palbociclibe e ribociclibe — indicados para câncer avançado ou metastático com receptor hormonal positivo e HER2-negativo. A compra descentralizada desses medicamentos será autorizada ainda este mês, o que permitirá que estados e municípios façam a aquisição diretamente com financiamento federal.
O Ministério da Saúde também anunciou a ampliação da faixa etária para mamografia no SUS, agora disponível para mulheres a partir dos 40 anos, mesmo sem sintomas, fortalecendo o diagnóstico precoce e facilitando o acesso. Em 2024, os exames realizados em mulheres com menos de 50 anos já representaram 30% do total, ultrapassando 1 milhão.
Neste mês, começaram a funcionar 28 carretas do programa “Agora Tem Especialistas” que atendem mulheres em regiões com falta de especialistas em 20 estados, focando na prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama e colo do útero.
“É um avanço gigante para a oncologia nacional, com um protocolo clínico voltado para esse tratamento. Essa medicação poderá reduzir em até 50% a mortalidade das pacientes com câncer de mama HER2-positivo”, ressaltou José Barreto, diretor do Departamento de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde.
O investimento total para a compra do medicamento foi de R$ 159,3 milhões, com economia de cerca de R$ 165,8 milhões negociada pelo Ministério da Saúde. Serão quatro entregas até junho de 2026, atendendo toda a demanda atual do SUS, que contempla 1.144 pacientes.
