Ednaldo Gomes Vidal foi formalmente indiciado pela Polícia Civil da Paraíba por peculato e falsidade ideológica – Foto: Reprodução

Ednaldo Gomes Vidal, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Roraima (OAB-RR), começa a ser julgado nesta terça-feira (21) pelo Conselho Federal da entidade. Ele é acusado de receber salários do governo da Paraíba por quase 30 anos, mesmo vivendo em outro estado e sem exercer suas funções.

Vidal teria ingressado na Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB) em 1985. Por volta de 1995, mudou-se de forma definitiva para Boa Vista, mas seguiu vinculado ao serviço público paraibano, recebendo remuneração e benefícios.

Documentos do processo indicam que ele firmou um acordo com o Ministério Público da Paraíba para devolver os valores e evitar um processo criminal. O acordo foi homologado pela 5ª Vara Regional das Garantias de Patos.

A OAB Roraima não se manifestou sobre o caso. Vidal também não foi localizado.

Peculato e falsidade ideológica

A Polícia Civil da Paraíba o indiciou em agosto de 2024 por peculato e falsidade ideológica. A investigação partiu de uma denúncia anônima e apontou que ele não comparecia aos locais de trabalho onde estava lotado — como as cadeias de Conceição e Santa Luzia.

Apenas em salário-base, sem contar vantagens legais, o valor recebido indevidamente é estimado em mais de R$ 512 mil. Durante o mesmo período, ele também ocupou cargos comissionados em Roraima.

Outros servidores foram indiciados por falsidade ideológica, suspeitos de ajudar a manter o esquema. A aposentadoria de Vidal chegou a ser publicada no Diário Oficial da Paraíba em abril, mas foi cancelada poucos dias depois.

Com informações da Folha de S. Paulo e Jornal da Paraíba