
A exportação de soja produzida em Roraima passou a contar com uma nova rota fluvial. O primeiro embarque pela hidrovia ocorreu na sexta-feira (10), com grãos saindo do terminal de transbordo da empresa Amaggi, em Caracaraí, sul do Estado, e seguindo por balsas até o porto de Itacoatiara (AM), de onde foram exportados para o mercado internacional.
O trajeto inclui os rios Branco, Negro e Amazonas, com aproximadamente 900 quilômetros de extensão navegável. Cada balsa transporta cerca de duas mil toneladas de soja — o equivalente a 40 caminhões —, substituindo 74% do percurso rodoviário por vias fluviais.
Além de diminuir custos logísticos, a nova rota reduz as emissões de gases de efeito estufa em até 35%, segundo estimativas da empresa responsável. A operação fluvial é adaptada ao regime de cheias do rio Branco, o que torna a navegação viável durante parte significativa do ano.
O corredor também permite o envio de insumos agrícolas em sentido inverso, como fertilizantes e calcário, com menor custo, beneficiando produtores em várias regiões do Estado.
