
A Guiana está investindo cerca de R$ 5 bilhões na construção de uma estrada de 500 km, com aproximadamente 50 pontes, ligando a capital, Georgetown, à fronteira com o Brasil, em Bonfim (RR). O projeto busca acelerar o escoamento de cargas e integrar o país ao mercado de 20 milhões de consumidores do Norte do Brasil.
Segundo o governo guianense, a pavimentação da rodovia e a entrada em operação do porto de águas profundas de Palmyra, no Atlântico, devem reduzir o tempo de transporte de cargas para cerca de 48 horas — atualmente, o trajeto pode levar até 21 dias, em função de gargalos logísticos.
A obra está estruturada em quatro trechos, incluindo o segmento Linden–Mabura Hill, de 121 km, que está em execução com participação da brasileira Queiroz Galvão e financiamento do Banco de Desenvolvimento do Caribe. Outras frentes de trabalho focam na construção de pontes e na substituição da travessia por balsa no rio Essequibo.
A iniciativa ocorre em meio a um ciclo de crescimento econômico acelerado no país. O Produto Interno Bruto (PIB) da Guiana cresceu 43,6% em 2024, impulsionado pelas descobertas de petróleo na costa do país. A ExxonMobil estima ao menos 11 bilhões de barris equivalentes já descobertos.
A estrada também tem relevância estratégica para o Brasil, especialmente para Roraima, que poderá se tornar ponte terrestre para exportações rumo ao Atlântico, por meio de uma rota mais curta e competitiva.
Com informações de Click Petróleo e Gás
