
Nesta quinta-feira (4), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Grilagem de Terras da Assembleia Legislativa (ALERR) transformou o engenheiro Jhonatan da Silva Tomáz, do Instituto de Terras e Colonização de Roraima (Iteraima), de testemunha a investigado, e ouviu novas denúncias sobre conflitos fundiários em Rorainópolis.
A denúncia contra o engenheiro partiu da Associação dos Agricultores do Projeto de Assentamento Ajarani, que acusa Jhonatan e o servidor Janderson Lúcio de cobrarem por serviços de georreferenciamento na vicinal Zé Valdo, na Gleba Equador. O relator da CPI, deputado Renato Silva (Podemos), apontou contradições no depoimento e apresentou documentos sobre uso do nome do Iteraima e negociação de preços.
Na mesma sessão, o presidente da Coopeagro Rio Pretinho, Valmir Andrade, denunciou que agricultores da Vila do Jundiá sofrem ameaças de novos ocupantes, após aguardarem desde 2017 pela regularização fundiária, e criticou a omissão do Incra, que, segundo ele, deveria ter transferido a gleba ao Estado.
O presidente da CPI, deputado Jorge Everton (União), informou que a equipe técnica avaliará o caso e lembrou que a titulação de terras depende de critérios legais, como marco temporal e ocupação produtiva.
Sobre a CPI
Instaurada em 20 de fevereiro, por meio do Ato da Presidência nº 003/2025, a CPI da Grilagem de Terras apura a atuação de uma possível organização criminosa responsável pela ocupação irregular de terras públicas em áreas urbanas e rurais do Estado. Estão entre os focos de investigação as glebas Baliza, Equador, Ereu, Cauamé e PDA Anauá.
Em pouco mais de seis meses de trabalhos, a comissão já realizou diversas oitivas, colheu depoimentos e apurou denúncias envolvendo grilagem, ameaças, agressões e danos contra pequenos produtores.
