Fronteira entre Brasil e Venezuela soma 2.199 km, dos quais apenas 90 km são terrestres – Foto: Bruno Kelly/Reuters

As Forças Armadas monitoram a movimentação da frota americana que se aproxima da costa da Venezuela, em uma operação contra o narcotráfico internacional. A análise se concentra nos possíveis impactos sobre a fronteira em Roraima, enquanto o governo brasileiro mantém postura cautelosa diante do risco de agravamento da crise migratória e militar na região.

A resposta do governo de Nicolás Maduro foi a mobilização de 4,5 milhões de milicianos, diante das chamadas “ameaças” dos EUA. A fronteira entre os países tem 2.199 km, 90 km por terra e 2.109 km por rios (Amazonas e Orinoco).

Embora avaliem possíveis reforços e impactos, as Forças Armadas brasileiras mantêm-se cautelosas e sem declarações públicas. A postura oficial é de silêncio, alinhada à posição do governo federal, que considera o momento como delicado em termos diplomáticos.

Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, afirmou que Trump está preparado para usar “toda a força” contra o narcotráfico e classificou o regime de Maduro como “cartel narcoterrorista”. No Brasil, interlocutores do governo ressaltam que essa movimentação ocorre em um contexto de deterioração nas relações com os EUA — tarifas elevadas, sanções e críticas judiciais recentes são indicativos disso.

A avaliação interna sugere que o movimento militar pode ter por objetivo fomentar uma intervenção estratégica na Venezuela, afastando Maduro, cuja legitimidade eleitoral ainda não foi reconhecida pelo Brasil, principalmente por não ter sido comprovada sua vitória sobre o opositor Edmundo González.

Com informações de O Globo