Entre os biomas, Amazônia lidera em perdas, com 52,1 milhões de hectares – Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Um estudo do MapBiomas divulgado nesta quarta-feira (13) revela que o Brasil perdeu 111,7 milhões de hectares de vegetação natural entre 1985 e 2024, equivalente a 13% do território nacional. A área devastada supera o tamanho da Bolívia.

A pesquisa mostra que a perda média anual foi de 2,9 milhões de hectares. As florestas foram as formações mais afetadas, com uma redução de 62,8 milhões de hectares. Áreas úmidas também foram reduzidas em 22%, segundo o levantamento.

A conversão do solo foi liderada por pastagens (62,7 milhões de hectares) e agricultura (44 milhões). Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul são os estados com maior percentual do território ocupado pela agricultura.

Entre os biomas, a Amazônia foi a mais afetada em área total, com 52,1 milhões de hectares perdidos, seguida pelo Cerrado (40,5 mi), Caatinga (9,2 mi), Mata Atlântica (4,4 mi), Pampa (3,8 mi — 30% do território) e Pantanal (1,7 mi).

O período mais crítico foi entre 1995 e 2004, com a transformação de 44,8 milhões de hectares, principalmente para a agricultura. Entre 2005 e 2014, houve uma desaceleração. A partir de 2015, a perda voltou a acelerar, com destaque para o crescimento da mineração na Amazônia e a expansão da fronteira do desmatamento na região Amacro (Amazonas, Acre e Rondônia).

Esta edição do MapBiomas traz ainda o mapeamento inédito de usinas fotovoltaicas como categoria de uso do solo. Entre 2015 e 2024, essas instalações cresceram principalmente na Caatinga, onde se concentra 62% da área total mapeada.

Com informações da Agência Brasil