Joenia Wapichana destacou importância da participação indígena nas decisões globais sobre clima – Foto: Mayra Wapichana/Funai

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) defendeu, nesta terça-feira (12), durante a edição roraimense do Ciclo COParente, que a justiça climática seja o tema central da COP30, com forte presença e participação dos povos indígenas nas decisões globais sobre o clima.

A presidente da Funai, Joenia Wapichana, ressaltou que a inclusão dos povos originários nas negociações climáticas é essencial para a efetividade das ações.

“É a justiça climática para reconhecer que os mais impactados precisam ser ouvidos”, disse. O conceito prevê que os maiores emissores poluam menos e financiem a transição ecológica.

Para a autarquia, os territórios indígenas são essenciais para frear o desmatamento, proteger florestas e mitigar as emissões. Desde 2023, a Funai homologou 16 terras, concedeu 11 portarias declaratórias e realizou oito desintrusões.

Sineia do Vale, liderança Wapichana e enviada especial para a COP30, reforçou que os povos indígenas têm conhecimento técnico e ancestral a oferecer.

“Nossos planos e protocolos não são só documentos, são ferramentas de enfrentamento da crise climática”, afirmou.

A ministra Sonia Guajajara alertou para o risco de colapso ambiental. “Se não agirmos, em 2030 a Amazônia poderá atingir o ponto de não retorno”, declarou.

O evento reuniu lideranças de Roraima, Guiana e Venezuela, e a Funai reafirmou apoio à presença indígena na COP30 com infraestrutura e logística adequada.